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domingo, 26 de maio de 2013

Atividade: utilizando o coletor solar



Atividade:
Coletor Solar Térmico (Portal do Professor)

Planejamento:
Atividade planejada para contextualizar o conteúdo Física Térmica - Termodinâmica (Calor e Temperatura) do 2.º ano do Ensino Médio e relacioná-lo a preservação do meio ambiente com utilização de energias renováveis, com a diminuição do consumo de energia elétrica, permitindo que o aluno conheça e diferencie as características dos principais tipos de energia utilizados atualmente no mundo, compreendendo como os mecanismos geradores operam para sua obtenção e apontar as vantagens e desvantagens, em relação ao impacto social e ambiental, de cada forma de obtenção de energia.

Link para animação:

Forma de utilização, sensibilização, ilustração, simulação e conteúdo de ensino:
Para ser desenvolvida atividade, faz-se necessário utilizar a sala de informática.
A animação apresenta informações sobre os coletores solares térmicos, instrumentos que utilizam energia solar para aquecer a água da rede para sua posterior utilização em tarefas diárias. São apresentados os diferentes tipos de coletores solares existentes, explicitando os tipos de materiais pelos quais estes são constituídos. São abordados também os diferentes sistemas de aproveitamento do calor (conteúdo: Termodinâmica- calor e temperatura)absorvido por meio dos coletores.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Como se forma uma imagem (Ótica)


A natureza das imagens
Ícone iDevice O que é uma imagem?
De maneira informal, imagem é algo que existe dentro da mente humana, é a interpretação que fazemos daquilo que está à nossa volta quando usamos os olhos. A luz que é emitida ou refletida dos objetos do universo, acaba sendo projetada sobre a retina dos olhos humanos. Aquilo que podemos perceber com o cérebro sobre o que foi projetado na retida é o que podemos chamar de imagem.
A grosso modo, uma imagem é um plano cartesiano, com coordenadas X e Y, em que cada ponto (X,Y) possui associado uma cor a ele.

Mas o que é uma cor? O que é a luz? E como a luz atua nesse processo todo?
Ícone iDevice Energia Eletromagnética
No universo existem diferentes tipos de energia, como: elétrica, térmica, cinética, potencial, sonora, eletromagnética, dentre outras. Nesta parte do conteúdo, nos interessa a energia eletromagnética, porque a luz que nossos olhos percebe é energia eletromagnética.
A energia eletromagnética é emitida por qualquer corpo que possua temperatura acima de zero absoluto (0 Kelvin). Para nós o Sol e a Terra são as duas principais fontes naturais emissoras de energia eletromagnética. O Sol emite toda forma de energia eletromagnética conhecida pelo homem, como: raios gamma, raios X, Ultravioleta, Luz visível, infravermelho, infravermelho termal, microondas, ondas de rádio, radar e televisão.
Porém, a visão humana só consegue perceber ondas eletromagnéticas cuja frequência está numa pequena faixa de todo o espectro eletromagnético.
Ícone iDevice Noções sobre Ondas Eletromagnéticas

Ícone iDevice Espectro Eletromagnético
Embora nossos olhos sejam sensíveis apenas a uma pequena faixa da energia do espectro eletromagnético, chamada de luz visível, podemos construir equipamentos que são sensíveis a outras faixas, como: aparelhos de raio-x, câmeras fotográficas sensíveis ao infravermelho termal (que registra uma imagem do calor relfetido pelo corpo) e antenas que captam ondas de radar e formam imagens desta natureza. O espectro eletromagnético conhecido pelo homem está assim dividido:
A faixa espectral correspondente ao visível são as mesmas cores que aparecem no arco-irís:violeta, anil, azul, verde, amarelo, alaranjado e vermelho. As faixas de maior sensibilidade para o olho humano correspondem aproximadamente ao verde, ao vermelho e ao azul. A cor verde provoca maior sensibilidade ao olho humano do que o vermelho. A cor azul é a de menor sensibilidade entre as três.
A maior parter das luzes que enxergamos são resultados da interação da energia eletromagnética emitida por uma fonte (Sol, lâmpada) com corpos presentes no ambiente. Dessa interação resulta os fenômenos óticos, como: reflexão, refração, difusão e absorção. A maioria das luzes que enxergamos é o resultado dessas interações.
Ícone iDevice Como funciona a Visão Humana
No olho humano, as cores são percebidas como misturas de três cores (de luzes) básicas: VERMELHO, VERDE e AZUL. Isto é, na visão humana as demais cores são percebidas como se fossem uma mistura dessas três cores.
Essas misturas podem ser modeladas e expressadas como combinações lineares, isto é, cada nova cor é expressa como uma soma ponderada das cores básicas.
Do ponto de vista do processamento das cores por computadores, essa combinação linear é perfeita, pois, o computador faz esses cálculos rapidamente. O problema é difinir o modelo matemático que permita traduzir uma cor para um valor numérico, o qual dizemos ser o valor da cor. Para isso, são necessário os modelos de cor, que veremos mais adiante neste módulo.
Ícone iDevice Para saber mais - Ótica Geométrica
Fonte: WEBDIDATA.UEM

domingo, 9 de outubro de 2011

Óptica - Laser e a visão humana



Os médicos usam lasers para várias finalidades. Como por exemplo, para cortar ou fechar cortes do tecido do corpo.

Os oftalmologistas usam lasers para tratar de descolamento de retina, corrigir miopia, e outros fins cirúrgicos.

Na área da dermatologia também existe uma grande aplicação do laser para diversos tratamentos.

Laser - Visão Humana

Imagem referente ao olho com astigmatismo.

Assista ao vídeo

Fonte do vídeo: YouTube

Para obter mais recursos sobre o tema abordado acesse a TV Multimídia: 

Cirurgia a laser

Aplicação de feixes de luz (raio laser) sobre a lesão para cortá-la ou vaporizar as células que a compõem.

Histórico

A evolução extraordinariamente rápida dos lasers na medicina e cirurgia ocorreu dentro de quatro décadas desde que o primeiro laser, de rubi, foi usado no tratamento de doenças cutâneas. Nos anos 60 e 70, o argônio e lasers de CO2 de onda contínua (CW) foram usados para cortar ou coagular lesões superficiais da pele.

A teoria da fototermólise seletiva, proposta por Anderson e Parrish, em 1983, levou ao desenvolvimento de lasers pulsados de alta energia capazes de destruir seletivamente células e suas organelas.

Aspectos-chave

O laser possui um alcance de expansão rápido de aplicações na medicina e cirurgia. Avanços tecnológicos e uma melhor compreensão de interações entre tecido e laser levaram ao desenvolvimento de lasers de alta energia pulsados que podem alcançar de forma seletiva diferentes estruturas da pele, tais como vasos sanguíneos, partículas de pigmento e folículos pilosos.

A proteção da epiderme com sistemas de resfriamento ativos durante o tratamento a laser de lesões cutâneas reduz o risco de efeitos colaterais, aumenta a tolerabilidade do paciente, permite o uso de fluências mais altas para uma eficácia maior do tratamento. O uso de comprimentos de ondas mais longos, durações de pulso mais longas e fluência mais alta, juntamente com resfriamento ativo da epiderme têm melhorado significativamente a habilidade dos lasers de tratar lesões vasculares.

O tratamento a laser de lesões pigmentadas está bem estabelecido, mas existe uma controvérsia contínua quanto ao tratamento apropriado de nevos melanocíticos congênito e adquirido.

Rejuvenescimento da pele a laser sem uso de corte tem sido recentemente introduzido na prática clínica, oferecendo uma alternativa ao érbio: lasers de CO2 escaneados ou pulsados e erbium:YAG para pacientes com cicatrizes e rugas suaves.

Redução capilar por tempo prolongado é agora viável, em indivíduos pouco ou muito pigmentados, devido à disponibilidade de lasers com comprimentos de ondas e durações de pulsos variáveis.

Deste modo, a utilização do laser na dermatologia sofreu nos últimos tempos avanço extraordinariamente rápido sendo atualmente muito utilizado no tratamento de lesões cutâneas: vasculares, pigmentadas e rejuvenescimento cutâneo.
Revisado por Dra. Alessandra Cesário

Este conteúdo foi acessado em 09/10/2011 do sítio: SBCD - Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica.
Todas as modificações posteriores são de responsabilidade do autor original da matéria.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A temperatura do Universo

(* Preparado por C.A. Bertulani para o projeto de Ensino de Física a Distância) - UERJ


Radiação eletromagnética
A natureza da radiação foi um mistério para os cientistas durante muito tempo. No século passado, J.C. Maxwell propôs que essa forma de energia viaja pelo espaço na forma de um campo oscilatório composto por uma perturbação elétrica e magnética  na direção perpendicular às perturbações.

Na figura acima, vemos oscilações no campo elétrico (vermelho), e no campo magnético (azul), que são ortogonais entre si - o campo elétrico fica no plano xy; o magnético no plano xz. A onda está viajando na direção x. Uma onda eletromagnética pode ser definida em termos de sua frequência de oscilação, designada pela letra grega nu (v). A onda se move em linha reta com uma velocidade constante  (a velocidade da luz, c); a distância entre picos sucessivos é o comprimento da onda, l, que é igual à sua velocidade dividida pela sua freqência, l = c / n.
O espectro eletromagnético cobre um intervalo enorme em comprimentos de onda, de comprimentos muito pequenos a comprimentos muito grandes. Veja a figura abaixo.

A única região do espectro para a qual nossos olhos são sensíveis é a região do "visível", identificado pelas cores do arco-íris.
O sol não é o único objeto que produz energia de radiação; qualquer objeto que estiver a temperatura maior do que 0 K irá emitir alguma radiação. O grande desafio para os cientistas foi descobrir como relacionar a energia de radiação com a temperatura de um  objeto.
Se um objeto for colocado em um recepiente cujas paredes estiverem a temperatura uniforme, esperamos que o objeto entre em equilíbrio térmico com as paredes do recepiente e que o objeto passe a emitir uma radiação parecida com a das paredes do recepiente. Tal objeto absorve e irradia a mesma quantidade de energia. Mas, uma superfície perfeitamente negra absorve toda a radiação incidente sobre ela e deve irradiar da mesma forma, se estiver em equilíbrio térmico. A radiação térmica em equilíbrio é então chamada de radiação do corpo negro.
A primeira relação entre temperatura e energia de radiação foi deduzida por  J. Stefan em 1884 e explicada teoricamente por Boltzmann na mesma época. Ela nos diz que:

Energia total = sT4
onde a energia total emitida pelo corpo negro é dada por unidade de área e por segundo, T é a temperatura absoluta (termodinâmica) e s é a constante de Stefan-Boltmann.
A grande questão no início do século era explicar como esta energia radiante total emitida pelo corpo negro era distribuída entre as várias frequências ou comprimentos de onda da radiação. A teoria clássica de osciladores  eletromagnéticos, de  J. C. Maxwell, falhou na explicação da distributição observada da radiação. Foi  Max Planck que resolveu o dilema mostrando que a energia dos osciladores deveria ser quantizada, ou seja, as energias não poderiam ter todos os valores, mas deveriam variar em passos. O tamanho de cada passo, ouquantum, é proporcional à frequência dos osciladores e igual a hv, onde h é a constante de  Planck. Com essa hipótese, Planck deduziu a distribuição da radiação luminosa de um corpo negro e mostrou como ela varia com o comprimento de onda para uma dada temperatura. A dedução de Planck também pode ser usada de forma inversa: dada uma certa distribuição de intensidade da luz emitida por  um corpo negro, a lei de Planck pode ser usada para calcular a  sua temperatura, comparando a forma da distribuição com a curva de Planck.
As curvas ilustradas abaixo  mostram que quanto mais quente for um corpo, maior será sua luminosidade a pequenos comprimentos de onda. A superfície do sol tem uma temperatura de  6000 K, e a curva de Planck possui um pico na região do visível. Para corpos mais frios do que o sol o pico da curva de Planck se desloca para comprimentos de onda maiores, até que se chega a uma temperatura tal que muito pouca radiação é emitida na região do visível.

Na figura acima a intensidade é a energia por unidade de ângulo sólido por unidade de tempo por unidade de intervalo de comprimento de onda. A linha tracejada mostra a variação com a temperatura do comprimento de onda em que a intensidade é máxima. Esta é uma representação gráfica da lei de Wien, que diz:

l(max) ~  0.29/T,
onde l(max)  é o comprimento de onda máximo da radiação em cm, e T é a temperatura absoluta do corpo negro.
O corpo humano possui uma temperatura de cerca de  310 K e irradia basicamente no infravermelho longo.

Se a fotografia de uma pessoa for feita com uma câmera sensível ao infravermelho, obtemos uma fotografia térmica. A imagem acima foi obtida no Jet Propulsion Lab, nos EUA. Um engenheiro está segurando um fósforo aceso. A imagem é codificada em cores de modo a mostrar diferenças de temperatura. Observe o branco e o vermelho escuro da chama e da palma da mão do engenheiro (onde seus vasos sangüineos estão mais próximoas à superfície) e o azul de seus óculos frios. Esta fotografia em infra-vermelho demonstra que as imagens em infra-vermelho mostram a energia em forma de calor e a sua distribuição.

3 K - A temperatura do Universo

O sol e as estrelas emitem radiação térmica cobrindo vários comprimentos de onda. Outros objetos no espaço, como grandes nuvens de gás na Via Láctea, também emitem radiação térmica mas são muito mais frios. Estes objetos são melhor detetados no infra-vermelho e com rádio-telescópios - telescópios cujos detetores são sensíveis a grandes comprimentos de onda.Em 1965, Arno Penzias and Robert Wilson conduziam uma calibração cuidadosa de seu rádio-telescópio no laboratório Bell, em Whippany, New Jersey. Eles encontraram que o seu receptor reproduzia um padrão de "ruído" como se eles estivessem no interior de um recepiente  cuja temperatura fosse de 3K - ou seja, era como se ele estivesse em equilíbrio com um corpo negro a  3 K. Este "ruido" parecia estar vindo de todas as direções do espaço. Muito antes, previsões teóricas de  George Gamow e de outros astrofísicos demonstravam a existência de uma radiação cósmica de fundo de 3 K. A descoberta de  Penzias e  Wilson foi uma confirmação experimental da radiação isotrópica do Universo, que se acredita ser uma relíquia da "Grande Explosão" que deu origem ao Universo.
A enorme energia térmica liberada durante a criação do universo começou a esfriar à medida que o universo expandiu. Alguns 12 bilhões de anos mais tarde, estamos em um universo que irradia como um corpo negro agora esfriado a uma temperatura de  3 K. Em  1978 Penzias e Wilson receberam o prêmio Nobel de física por esta descoberta.
Um corpo a  3 K emite a maior parte de sua energia na região de comprimentos de onda de microondas. As moléculas atmosfera da terra absorvem esta radiação de modo que, a partir do solo, os astrônomos só podem fazer observações na região do infra-vermelho. Em  1989 o satélite "Cosmic Background Explorer" (COBE), desenvolvido pelo "Goddard Space Flight Center" da NASA , foi lançado para medir a difusa radiação infra-vermelha e de microondas do universo primordial (universo nos seus tempos de infância).  Um dos seus instrumentos, o "Far Infrared Absolute Spectrophotometer" (FIRAS) comparou o espectro da radiação cósmica de fundo de microondas com a de um corpo negro perfeito. O espectro da  radiação cósmica de fundo foi medida com uma precisão de  0.03% e ela se ajusta perfeitamente a de um corpo negro de temperatura de  2.726 K. Embora existam bilhões de estrelas no universo, estas medidas precisas do  COBE mostram que  99.97% da energia radiante do Universo foi liberada durante o primeiro ano após a Grande Explosão, e que agora reside no campo de radiação térmica de  3 K.


Projeto: Ensino de Física a distância
Desenvolvido por: Carlos Bertulani

Fonte:
http://www.if.ufrj.br/teaching/fis2/temperatura/universo/tmp.html

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Termodinâmica: Como funciona um refrigerador...

Introdução 

     Um refrigerador doméstico guarda os alimentos a uma temperatura que vai de 3 a 5 graus celsius. Nestas temperaturas, as atividades dos microorganismos responsáveis pela deteriorização dos alimentos não cessam, mas se tornam mais lentas. Os alimentos podem permanecer comestíveis por alguns dias.
     No interior do congelador, as temperaturas ficam por volta de -18 graus celsius. Nestas temperaturas praticamente cessam aquelas atividades de deterioração. Os alimentos podem permanecer comestíveis por algumas semanas.

Esquema de um Refrigerador 

     Um refrigerador doméstico é uma máquina composta basicamente de um fluido refrigerante que é forçado a percorrer um circuito tubular contendo, em regiões distintas, um compressor, um condensador, um tubo capilar (ou uma válvula de expansão) e um evaporador.





     O fluido refrigerante deve possuir características especiais como, por exemplo, baixa temperatura de vaporização (ou de condensação) com um valor grande para o calor latente correspondente e, ainda, deve requerer pressões relativamente baixas para passar do estado gasoso ao estado líquido, mesmo à temperatura ambiente.
     O compressor é uma bomba de sucção acionada por um motor elétrico, que retira fluido refrigerante do ramo da tubulação que o antecede, baixando sua pressão, e injeta esse fluido refrigerante no ramo da tubulação que o sucede, aumentando sua pressão. Assim, o compressor impulsiona o fluido refrigerante através do circuito tubular.
     O condensador é constituído por um longo tubo em forma de serpentina com um conjunto de varetas metálicas, formando uma grade radiadora, e está colocado por fora e por trás do refrigerador. Ao entrar e sair do compressor, o fluido refrigerante se apresenta no estado gasoso e no condensador, tanto pelo efeito do aumento de pressão causado pelo compressor quanto pelo efeito da perda de energia na forma de calor para o meio ambiente, o fluido refrigerante passa ao estado líquido.
     O tubo capilar é um tubo com um diâmetro interno de cerca de meio milímetro. O fluido refrigerante, que entra no tubo capilar no estado líquido, expande-se rapidamente ao sair, passando ao estado gasoso. Esta expansão se dá no evaporador.
     O evaporador é constituído por um tubo em forma de serpentina acoplado ao congelador. Para passar ao estado gasoso, o fluido refrigerante absorve energia na forma de calor do congelador e de tudo o que estiver ali dentro. Ao abandonar o evaporador, o fluido refrigerante chega ao compressor e o ciclo recomeça.
     O congelador é colocado na parte superior do refrigerador para que se formem correntes de convecção internas, possibilitando a mistura do ar a baixa temperatura do congelador e de sua vizinhança com o ar a temperatura mais alta das outras partes. Essas correntes de convecção se formam da seguinte maneira.
     A pressão do ar no interior do refrigerador é uniforme e, por isso, o ar do congelador e de sua vizinhança, estando a temperatura mais baixa, é mais denso que o ar das outras partes. Sendo mais denso, esse ar desce, empurrando o ar das outras partes para cima. As prateleiras do refrigerador têm forma de grade para não impedir ou dificultar o movimento de convecção.
     No interior do refrigerador existe um botão de regulagem que permite selecionar a temperatura interna de operação do sistema. Um termostato interrompe o circuito elétrico de alimentação do motor elétrico que faz funcionar o compressor quando essa temperatura é atingida.
     Com o refrigerador assim desligado, a temperatura do seu interior passa a aumentar por efeito da absorção de energia na forma de calor do ambiente. A partir de uma certa temperatura, o termostato reconecta o circuito elétrico de alimentação do motor elétrico que faz funcionar o compressor e um novo ciclo de refrigeração tem início.
     Desta forma, o termostato permite manter uma temperatura mais ou menos constante no interior do refrigerador.

Ciclo Termodinâmico 

     Sob o ponto de vista da termodinâmica, um refrigerador é uma máquina térmica que funciona em ciclos. A figura representa esquematicamente esse ciclo (contínuo) como dividido em cinco processos.


     Compressão Adiabática: 1  2

     O compressor aumenta a pressão do fluido refrigerante reduzindo seu volume. Como esse aumento de pressão acontece muito rapidamente, o fluido perde muito pouca energia na forma de calor para a vizinhança e o processo pode ser considerado como sendo adiabático.
     O trabalho realizado pelo compressor produz um aumento na energia interna do fluido e a sua temperatura aumenta.
     Durante todo o processo, o fluido permanece no estado gasoso.

     Resfriamento Isobárico: 2  3

     No condensador, o fluido refrigerante começa a perder energia na forma de calor. Como o compressor mantém alta e constante a pressão do fluido, seu volume e sua temperatura diminuem.
     Durante esse processo, o fluido ainda permanece no estado gasoso.

     Condensação: 3  4

     Ainda no condensador e a alta pressão, o fluido refrigerante perde mais e mais energia na forma de calor. Com isso, seu volume e sua temperatura diminuem mais e mais e ele passa do estado gasoso para o estado líquido.

     Expansão Adiabática: 4  5

     O fluido refrigerante no estado líquido e a alta pressão atravessa o tubo capilar. Na saída do tubo capilar, o fluido se expande. Como essa expansão acontece muito rapidamente, o fluido troca muito pouca energia no forma de calor com a vizinhança e o processo pode ser considerado como sendo adiabático.
     A pressão e a temperatura do fluido diminuem e parte do fluido se vaporiza. Assim, na saída do tubo capilar, o fluido se apresenta como gotículas de líquido suspensas em vapor a baixa pressão.
     A baixa pressão depois do tubo capilar é um efeito do funcionamento do compressor, que retira fluido no estado gasoso desta parte do circuito para comprimi-lo no condensador.

     Vaporização Isobárica: 5  1

     No evaporador, a uma pressão baixa e constante, as gotículas remanescentes são vaporizadas, absorvendo energia na forma de calor do congelador e de tudo o que estiver ali dentro.
     Saindo do evaporador, o fluido se apresenta totalmente no estado gasoso e a baixa pressão e daí vai para o compressor.

Fluidos Refrigerantes 

     Até por volta de 1930, eram usados como fluidos refrigerantes principalmente a amônia (NH3), o butano (C4H10), o isobutano [HC(CH3)3], o propano (C3H8), o dióxido de enxofre (SO2) e o cloreto de metil (CH3Cl).
     Contudo, como são substâncias tóxicas e/ou explosivas, podendo colocar em risco a vida humana em caso de vazamento, foram abandonadas (exceto em algumas aplicaçães mais ou menos especializadas) e substituídas pelos clorofluorcarbonetos (CFC’s).
     A amônia, em particular, sendo o fluido de maior efeito refrigerante, continua sendo utilizada em instalações de grande porte como fábricas de gelo, armazéns frigoríficos, equipamentos de refrigeração industrial e em pistas de patinação, onde conta o fator energético e onde podem ser implementados procedimentos de segurança.
     Além de equipamentos de refrigeração, os CFC’s passaram a ser usados em aparelhos condicionadores de ar, em borrifadores (sprays), na fabricação de espuma de poliestireno (isopor) e em uma série de outros produtos.
     Os CFC's são compostos orgânicos cujas moléculas contêm carbono e flúor e, em muitos casos, outros halogênios, principalmente o cloro, se apresentam no estado líquido ou gasoso a temperatura ambiente e são não tóxicos, incolores, sem cheiro, não inflamáveis e não corrosivos.
     Alguns dos CFC's mais usados atualmente são: R11 (CCl3F), R12 (CCl2F2), R22 (CHClF2) e R502 (mistura de 48,8% de CHClF2 com 51,2% de C2ClF5).
     Desde a sua criação, os CFC’s foram liberados na atmosfera sem maiores preocupações porque eram considerados gases seguros e estáveis.
     O dano na camada de ozônio causado pelos CFC's foi descoberto na década de 1970. Então, acordos internacionais foram estabelecidos para eliminar progressivamente o uso desses produtos e foram desenvolvidos, para serem usados numa fase intermediária de transição, os hidroclorofluorcarbonos (HCFC's), compostos à base de hidrogênio, cloro, flúor e carbono, que danificam muito menos a camada de ozônio.
     Atualmente, são usadas como fluidos refrigerantes principalmente misturas binárias de CFC's com HFC's (hidrofluorcarbonos) ou com HCFC's.
     A retirada completa dos CFC's do mercado está prevista para 2010 e a retirada dos HCFC's para 2030. O objetivo final é manter apenas os HFC's, compostos de hidrogênio, flúor e carbono, que não causam dano à camada de ozônio.

Radiação Ultravioleta 

     O Sol emite radiação eletromagnética num amplo espectro de comprimentos de onda ou de freqüências. Quanto menor o comprimento de onda ou maior a freqüência da radiação, maior a sua energia e, potencialmente, maior o dano que pode causar.
     A radiação eletromagnética visível tem comprimentos de onda no intervalo de 0,7 x 10-6 m a 0,4 x 10-6 m.
     A radiação ultravioleta tem comprimentos de onda no intervalo de 0,4 x 10-6 m a 0,1 x 10-6m e conforme seus efeitos biológicos, é classificada nos tipos A, B ou C.

     Ultravioleta A (UVA)

     Comprimento de onda entre 0,4 x 10-6 m a 0,32 x 10-6 m.
     A radiação ultravioleta do tipo A não é absorvida pela camada de ozônio.
     Essa radiação penetra mais profundamente na pele e está envolvida na produção de vitamina D pela pele e nos estágios iniciais do fenômeno do bronzeamento. Ainda, essa radiação tende a suprimir a função imunológica e está implicada na formação de câncer de pele e no envelhecimento prematuro da pele.

     Ultravioleta B (UVB)

     Comprimento de onda entre 0,32 x 10-6 m a 0,29 x 10-6 m.
     A radiação ultravioleta do tipo B é parcialmente absorvida pela camada de ozônio. Ao nível do solo, é mais intensa entre 10h e 14h, quando o Sol está mais alto no céu. E, ao longo do ano, é mais intensa nos meses de verão.
     Essa radiação penetra relativamente pouco na pele e é o agente primário nas queimaduras solares. Ainda, essa radiação está implicada na formação da catarata e de câncer de pele e é responsável pela maior parte dos danos de tecido que ocasionam rugas e envelhecimento precoce da pele.

     Ultravioleta C (UVC)

     Comprimento de onda entre 0,29 x 10-6 m a 0,1 x 10-6 m.
     A radiação ultravioleta do tipo C é quase completamente absorvida pela camada de ozônio e, por isso, não tem efeito biológico importante.

Formação da Camada de Ozônio 

     As moléculas que compõem o gás oxigênio são biatômicas [O2] e as moléculas que compõem o gás ozônio são triatômicas [O3].
     O ozônio está presente em toda a atmosfera mas aparece em maior concentração na troposfera superior e na estratosfera, constituindo ali o que se chama propriamente de camada de ozônio.


     A camada de ozônio tem cerca de 20 km de espesura, estendendo-se de uma altitude de 15 km a uma altitude de 35 km aproximadamente.
     O ozônio da estratosfera, que representa cerca de 90% do ozônio da atmosfera, é criado por mecanismos fotoquímicos.
     A radiação ultravioleta (do espectro eletromagnético) proveniente do Sol, incidindo sobre moléculas de oxigênio, rompe as ligações moleculares e produz átomos livres de oxigênio. Esses átomos livres se combinam com moléculas de oxigênio produzindo moléculas de ozônio:

[1]   O2 + g  O + O

[2]   O2 + O  O3

     As moléculas de ozônio da estratosfera têm vida longa. De qualquer modo, quando essas moléculas são atingidas pela radiação ultravioleta, elas se quebram em átomos livres e moléculas de oxigênio:

[3]   O3 + g  O + O2

     Esses três processos constituem o ciclo contínuo de criação de moléculas de ozônio na estratosfera.
     Quanto ao ozônio da troposfera, aproximadamente 10% vem da estratosfera e o restante é criado ali mesmo por outros mecanismos.

Destruição da Camada de Ozônio 

     O ozônio atmosférico está constantemente sendo formado e destruído. E se não fosse a ação humana, a sua concentração média permaneceria constante.
     A camada de ozônio é importante porque absorve grande parte da radiação ultravioleta do tipo B proveniente do Sol (processo [3] acima). O resultado da diminuição da concentração de ozônio é o que se chama de buraco na camada de ozônio.
     Essa diminuição da concentração de ozônio se deve à presença dos CFC's e, atualmente e em menor escala, também dos HCFC's, que sobem até a estratosfera quando liberados para o ambiente.
     Para discutir a destruição das moléculas de ozônio considere-se, dentre os CFC's, o CF2Cl2.
     Quando a radiação ultravioleta é absorvida por moléculas de CF2Cl2, elas se quebram, produzindo átomos de cloro livres:

[4]   CF2Cl2 + g  CF2Cl + Cl

     Os átomos livres de cloro reagem com moléculas de ozônio e, como resultado, aparecem moléculas de ClO e moléculas de oxigênio:

[5]   Cl + O3  ClO + O2

     As moléculas de ClO, por sua vez, reagem com átomos de oxigênio livres (presentes devido às reações [1] e [3] acima) e, como resultado, átomos livres de cloro voltam a aparecer:

[6]   ClO + O  Cl + O2

     Esses átomos de cloro podem participar de novas reações de destruição de moléculas de ozônio (reação [5] acima).
     Os átomos de cloro funcionam como catalisadores. O mesmo átomo de cloro proveniente de uma dada molécula de CFC pode participar de milhares de reações do tipo [5]. Se a temperatura ambiente for baixa, como é o caso da Antártica, o número de reações nas quais o mesmo átomo de cloro pode participar é ainda maior.
     Assim, uma única molécula de CFC pode ser responsável pela destruição de milhares de moléculas de ozônio.

Economia 

     O refrigerador funciona mais eficientemente se o congelador não é isolado do resto do interior por camadas de gelo, se não são obstacularizadas nem as correntes de convecção internas nem a troca de energia na forma de calor do condensador com o meio ambiente.
     Nesse sentido, as seguintes dicas são úteis para não gastar mais do que o necessário.
  • Posicione o refrigerador em local ventilado e afastado do fogão e da radiação solar direta.
  • Mantenha a porta do refrigerador aberta apenas o necessário.
  • Não coloque guardanapos ou toalhinhas nas prateleiras.
  • Não guarde alimentos em excesso.
  • Faça degelos periódicos.
  • Não coloque roupas para secar no condensador.
  • Não guarde alimentos ainda quentes.
  • Mantenha em bom estado a borracha de vedação da porta.
FONTE:

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Termodinâmica: entropia

Entropia

     Para introduzir a função de estado chamada entropia, consideremos o seguinte.
     Para o ciclo de Carnot:

     Q2 / Q1 = - T2 / T1

ou, colocando em termos de um somatório de 1 a 2:

     S [ Qi / Ti ] = 0

     Um ciclo reversível C qualquer pode ser pensado como composto de N ciclos de Carnot, todos percorridos no mesmo sentido.




     As porções adiabáticas de ciclos adjacentes que coincidem, como ab, por exemplo, são percorridas duas vezes, em sentidos contrários, e se cancelam.
     As porções isotérmicas e as adiabáticas não canceladas constituem um ciclo, que chamaremos de Z, e que aparece como uma linha em ziguezague no plano P-V.
     Então, para este ciclo Z:

     S [ Qi / Ti ] = 0

onde o somatório em i vai de 1 até N.
     Se o número N de ciclos de Carnot aumenta, existe um cancelamento mais completo das porções adiabáticas.
     Para N tendendo ao infinito, o ciclo Z se confunde com o ciclo original C, as quantidades de energia trocadas entre o sistema e a vizinhança se tornam muito pequenas (Qi tende a DQi) e o somatório da expressão anterior passa a ter um número muito grande de termos:

     SC [ DQi / Ti ] = 0

     Por outro lado, dois estados quaisquer A e B sobre o ciclo C definem os processos AB (processo I) e BA (processo II).
     Daí, levando em conta que o ciclo C é reversível, ou seja, que o processo BA pode ser percorrido em sentido contrário, o somatório acima pode ser escrito:

     SAB(I) [ DQi / Ti ] = SAB(II) [ DQi / Ti ]

     Este resultado mostra que existe uma função de estado, que chamamos de entropia e representamos por S, tal que, para um processo reversível qualquer entre os estados A e B:

     DS = SB - SA = SAB [ DQi / Ti ]

     Para um processo irreversível, a grandeza S [ DQi / Ti ] não dá a variação da entropia. Na verdade, para um processo irreversível AB:

     DS > SAB [ DQi / Ti ]

FONTE:

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