terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Leituras de Física


Sugestões de Leitura

A Luz 
Ano: 2005
BARTHEM, Ricardo Borges
A Luz é um dos fenômenos mais intrigantes da natureza. Isto decorre do caráter fisiológico de sua percepção e das dificuldades em se lidar com as grandezas envolvidas. Por conta desta complexidade, os aspectos perceptivos e práticos são essenciais na sua compreensão. O conhecimento científico é apresentado segunda a sequência histórica. Com noções básicas sobre a formação de imagens, descreve-se a óptica do olho humano e de alguns sistemas ópticos. Das limitações da óptica geométrica surgiu a óptica física. A união com o eletromagnetismo, no final do século XIX, deu origem a Teoria da Relatividade. O século XX ainda nos reservou novas e intrigantes descobertas apresentadas, através das experiências que revelaram a natureza quântica da luz e suas implicações tecnológicas.
Editora: Livraria da Fisica 
Palavras-chave: Óptica, luz, teoria quântica.

A Matéria: Uma Aventura do Espírito - Fundamentos e Fronteiras do Conhecimento Físico 
Ano: 2005
MENEZES, Luis Carlos de
O livro apresenta uma visão conceitual mais aprofundada de toda teoria, fazendo um passeio pela Física, indo da Mecânica até a Cosmologia e Evolução. As ciências podem ser apreciadas, como as artes. Para quem aprende a relacionar simetrias com leis de conservação, irreversibilidade do tempo com rendimento de máquinas, ou brilho de estrelas com fusões nucleares, o prazer no conhecimento é tão grande quanto seu sentido prático ou filosófico. Este livro apresenta esses e outros aspectos das ciências, das aplicações tecnológicas à cosmologia, mostrando a física como um grande jogo de encontrar invariantes em processos de transformação, e de unificar explicações, abrangendo o maior número de fenômenos com um mínimo de leis.
Editora: Livraria da Física 
Palavras-chave: Física Conceitual. Relatividade. Cosmo. Evolução.

Albert Einstein e Seu Universo Inflável 
Ano: 2008
O livro Albert Einstein e seu universo inflável apresenta o diário perdido de Einsten onde, comenta sobre suas descobertas fantásticas (como o Universo funciona, como viajar no tempo, entre outras...), além de mostrar que a vida de um gênio não é fácil. Quando era pequeno, o futuro cientista foi expulso da escola. Mais tarde, ele seria espionado pelos nazistas e pelo FBI. E depois de morto, o cérebro dele foi retirado e utilizado para estudos.
Editora: Companhia das Letras
Palavras-chave: Universo. Viagem. Tempo. Átomos. Luz. Descobertas. Einstein. Inflável. Gênio.

Astronomia - Uma Visão Geral do Universo 
Ano: 2008
FRIAÇA, Amâncio C.S.; PINO, Elisabete Dal; SODRÉ, Laerte; JATENCO-PEREIRA, Vera
Elaborado a partir de textos do curso de extensão universitária "Astronomia: Uma Visão Geral", o livro oferece um resumo dos conceitos centrais da área e das principais questões de que se ocupam seus cientistas. Por meio de ilustrações e imagens colhidas por telescópios e de uma linguagem direta e acessível, que evita a argumentação estritamente matemática, os autores apresentam uma abordagem panorâmica do cosmos, introduzindo as noções fundamentais da Astronomia e da Astrofísica. Os capítulos foram escritos por pesquisadores do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas, e são complementados por um atlas ilustrativo das imagens referidas ao longo da obra. É importante material de referência para professores do ensino médio e para o público leigo interessado no tema.
Editora: Edusp 
Palavras-chave: Astronomia. Universo. Galaxias.

Einstein : Sua Vida, Seu Universo 
ISAACSON, Walter
Einstein: sua vida, seu universo, a nova biografia de Albert Einstein, baseia-se numa coleção de cartas divulgadas em 2006, vinte anos depois da morte de sua enteada, conforme ela determinara em testamento. Escrita pelo jornalista Walter Isaacson, que já presidiu os grupos Time e cnn, e amplamente elogiada pela crítica, revela um Einstein avesso a qualquer tipo de dogma. Foi esse espírito rebelde que permitiu o nascimento da teoria que revolucionaria a física. O conteúdo das cartas desnuda a vida íntima de uma mente genial.
Editora: Companhia das Letras
Palavras-chave Einstein, História de vida.

Evolução das Ideias da Física 
Ano: 2008
PIRES, Antonio S. T.
Indicado como um dos finalistas ao Prêmio Jabuti 2009 - Este livro apresenta uma discussão dos avanços da Física desde a Grécia até os dias de hoje, dando ênfase aos aspectos históricos e filosóficos em que eles ocorreram. O livro analisa as influências mútuas que Física e Filosofia tiveram uma na outra. Procurou-se também ensinar ao leitor como testar ideias, avaliar hipóteses, apreciar os argumentos de um dado problema no seu justo valor. Em resumo, mostrar que em Ciência é mais importante saber pensar do que o conhecimento enciclopédico.
Editora: livraria da Física
Palavras-chave: Física. Filosofia. Hipóteses. Avanços. Tecnologia.

Física Experimental Básica na Universidade 
Ano: 2008
CAMPOS, Agostinhp Aurelio; ALVES, Elmo Salomão; SPEZIALI, Nivaldo Lucio
Contém roteiros de experimentos de física básica. Assim, contribui para o preenchimento de uma lacuna existente na literatura nacional de livros sobre atividades de laboratório de ensino de física em nível universitário. O modo como foi organizado permite abordagens diferentes, dependendo do grau de aprofundamento e da diversidade de assuntos que se pretende tratar, bem como da disponibilidade de tempo. Distribuído por assuntos - mecânica, termodinâmica, eletricidade, eletromagnetismo, ondas e óptica -, a obra apresenta uma proposta de utilização dos roteiros que retrata, em forma e conteúdo, as disciplinas de ensino experimental básico ministradas no Departamento de Física da UFMG.
Editora UFMG 
Palavras-chave: mecânica, termodinâmica, eletricidade, eletromagnetismo, ondas, óptica, experimentos.

Galileu Galilei 
Ano: 2009
Em meio às discussões geradas pela teoria copernicana, Galileu propõe um sistema interpretativo do mundo que procura harmonizar as contradições sempre presentes entre Ciência e Fé.
Editora: livraria da Física
Palavras-chave Física. Astrofísica. Gravitação. Mecânica

História da Física na sala de aula 
Ano: 2009
TAKIMOTO, Elika
Durante uma aula de física comum, onde são apresentadas as três leis de Newton, os alunos se espantaram com o comentário feito pela professora ao dizer que Newton é considerado um dos maiores gênios que a humanidade já produziu. Como fazer com que uma turma, repleta de adolescentes, entenda que a formulação da lei da inércia pode ser considerada um dos maiores sucessos intelectuais assistidos aqui na Terra?
Editora livraria da Física
Palavras-chave: Mecânica. Física. Newton. Leis. Inércia. Ação. Reação. Revolução.

Nossa Estrela: o Sol 
Ano: 2006
Silva, Adriana V. R.
Este é o sétimo livro da coleção Temas atuais de Física, lançada por iniciativa da Sociedade Brasileira de Física. O livro discute as recentes descobertas científicas sobre a estrela mais próxima da Terra. Os sete capítulos que compõem o livro discorrem sobre a fonte de energia do Sol, sua atmosfera, as vibrações interiores, o seu campo magnético em outras questões sobre problemas ainda em aberto da Física Solar.
Editora Livraria da Fisica 
Palavras-chave: Sol, atmosfera, fontes de energia, experimentos, campo magnético.

O Céu, mistério, magia e mito 
VERDET, Jean-Pierre
Desde o começo dos tempos, o homem examina, interroga, anima, dramatiza o céu. Ele o povoa de deuses bondosos e aterrorizantes, de animais familiares e fantásticos, de objetos bizarros, frutos de sua criação – e tece histórias maravilhosas sobre cada um deles. Astrônomo do Observatório de Paris, Jean-Pierre Verdet narra num texto de requintada poesia estas histórias fantásticas e milenares que envolvem o homem e o céu.
Editora Objetiva
Palavras-chave: Espaço celeste, mitos, Céu, Astronomia.

O universo: teorias sobre sua origem e evolução 
Ano: 1994
MARTINS, Roberto de Andrade
Grandes pensadores de todos os tempos se esforçaram para compreender o início do universo. A busca dessa compreensão apareceu no mito, desenvolveu-se na filosofia e, por fim, tomou um estilo científico. Apesar de muitas propostas, não há uma resposta definitiva. Este livro apresenta diversas tentativas feitas para se conhecer a origem da totalidade das coisas que existem. São discutidas visões religiosas, filosóficas e científicas, das mais antigas até as atuais. Através de um estudo histórico, o leitor é convidado a acompanhar essa grandiosa aventura intelectual da humanidade.
Editora Moderna
Palavras-chave: Universo, teorias, mitos, religão, filosofia, ciência.

Sobre Volta, Batatas E Fotons 
Ano: 2003
GALLI, Cláudio
O texto se destina a professores e alunos de Física, e também a todos aqueles que se interessam pela evolução das ideias do eletromagnetismo, e apresenta aspectos teóricos e sugestões de experimentação para utilização no ensino de eletromagnetismo. O livro contém seis capítulos - Sobre a Pilha de Volta; Eletromagnetismo Clássico; Uma Ponte Para a Física Moderna; Construção e Investigação das Propriedades da Pilhas; Indo Além da Atração e Repulsão nas Aulas de Eletrostática; Energia Elétrica Para o Terceiro Milênio, e; O Museu de Ciências e Tecnologia Como Laboratório de Eletromagnetismo.
Editora: EDIPUCRS - PUC RS 
Palavras-chave: eletromagnetismo, experimentação, eletrostática, eletricidade, mecânica.

Supercondutividade 
Ano: 2005
OSTERMANN, Fernanda; PUREUR, Paulo
Temas atuais em Física é uma série de livros de divulgação científica realizada em parceria com a Sociedade Brasileira de Física. Este livro busca estimular o professor de ensino médio a tratar de um tópico de Física Contemporânea em suas aulas - a supercondutividade a partir de uma abordagem qualitativa deste impressionante fenômeno. O objetivo central é discutir aspectos essenciais de sua descrição - propriedades básicas, teoria da supercondutividade, supercondutores do tipo II, principais aplicações tecnológicas e a pesquisa no Brasil.
Editora Livraria da Fisica 
Palavras-chave: supercondutividade, supercondutores, aplicações tecnológicas.

Telecurso 2000 - Ensino Médio - Física - Volume 1 
Ano: 2000
O livro apresenta várias aulas com textos relacionados ao conteúdo de Física para o ensino médio.
Daremos um destaque especial ao texto: Eu tenho a força! Será?
O texto fala sobre as Leis de Newton, que são as leis que explicam os movimentos, ou seja, qual é a razão para que um objeto se movimente ou não.
Palavras-chave: Movimento, Leis de Newton, força.    

                                         ícone disciplina física               FONTE:  www.fisica.seed.pr.gov.br

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Programa de computador sobre poluição - Carbópolis

icone link interessante
Carbópolis é um programa de computador sobre poluição ambiental, desenvolvido para alunos e professores dos diferentes níveis de ensino. O programa utiliza uma estratégia de solução de problemas e motivos lúdicos para abordar alguns conceitos da química e do meio ambiente, relacionados à poluição do ar e à chuva ácida. 

Acesse Carbópolis

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Caderno de expectativas de aprendizagem - Física


O Caderno de Expectativas de Aprendizagem estabelece parâmetros em relação aos conteúdos fundamentais a serem trabalhados com todos os alunos(as) da Educação Básica da Rede Estadual do Paraná. O material busca fomentar a discussão sobre o que se ensina e o que se avalia. Neste sentido, é mais um instrumento para auxiliar no planejamento do ano letivo e na construção do plano de trabalho dos docentes.
[...] O ensino de Física com enfoque matemático deve ser evitado, pois está em desacordo com o que é proposto pelas DCE – Física, assim como não contribui para a formação da identidade dessa disciplina [...]
Publicação da Secretaria de Estado da Educação do Paraná,
Departamento de Educação Básica.
Download: Física      Para saber mais: SEED


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Química no Cotidiano - E-books

Coleção Química no Cotidiano: Formada por oito e-books, escritos por membros da comunidade científica brasileira sobre a Química no Cotidiano, a coleção trata de temas abrangentes e interessantes como:  Energia, Saúde, Produtos Naturais, Cosméticos, Alimentos, Esportes, Química do Amor e Radioatividade e Meio Ambiente.

   
   
   
   
Livro “Onde está a Química?”: Produzido com uma linguagem simples e divertida, o livro procura esclarecer a importância dessa ciência para a sociedade mostrando como ela está presente no dia a dia: nos alimentos, na pasta de dente, no protetor solar, no sabonete, no esporte, no celular, enfim, em tudo que os cerca. No final da publicação, rica em ilustrações, o glossário esclarece dúvidas dos leitores quanto aos significados de termos científicos.
A Química perto de você: Experimentos de baixo custo para a sala de aula do ensino fundamental e médio.
   

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Como se forma uma imagem (Ótica)


A natureza das imagens
Ícone iDevice O que é uma imagem?
De maneira informal, imagem é algo que existe dentro da mente humana, é a interpretação que fazemos daquilo que está à nossa volta quando usamos os olhos. A luz que é emitida ou refletida dos objetos do universo, acaba sendo projetada sobre a retina dos olhos humanos. Aquilo que podemos perceber com o cérebro sobre o que foi projetado na retida é o que podemos chamar de imagem.
A grosso modo, uma imagem é um plano cartesiano, com coordenadas X e Y, em que cada ponto (X,Y) possui associado uma cor a ele.

Mas o que é uma cor? O que é a luz? E como a luz atua nesse processo todo?
Ícone iDevice Energia Eletromagnética
No universo existem diferentes tipos de energia, como: elétrica, térmica, cinética, potencial, sonora, eletromagnética, dentre outras. Nesta parte do conteúdo, nos interessa a energia eletromagnética, porque a luz que nossos olhos percebe é energia eletromagnética.
A energia eletromagnética é emitida por qualquer corpo que possua temperatura acima de zero absoluto (0 Kelvin). Para nós o Sol e a Terra são as duas principais fontes naturais emissoras de energia eletromagnética. O Sol emite toda forma de energia eletromagnética conhecida pelo homem, como: raios gamma, raios X, Ultravioleta, Luz visível, infravermelho, infravermelho termal, microondas, ondas de rádio, radar e televisão.
Porém, a visão humana só consegue perceber ondas eletromagnéticas cuja frequência está numa pequena faixa de todo o espectro eletromagnético.
Ícone iDevice Noções sobre Ondas Eletromagnéticas

Ícone iDevice Espectro Eletromagnético
Embora nossos olhos sejam sensíveis apenas a uma pequena faixa da energia do espectro eletromagnético, chamada de luz visível, podemos construir equipamentos que são sensíveis a outras faixas, como: aparelhos de raio-x, câmeras fotográficas sensíveis ao infravermelho termal (que registra uma imagem do calor relfetido pelo corpo) e antenas que captam ondas de radar e formam imagens desta natureza. O espectro eletromagnético conhecido pelo homem está assim dividido:
A faixa espectral correspondente ao visível são as mesmas cores que aparecem no arco-irís:violeta, anil, azul, verde, amarelo, alaranjado e vermelho. As faixas de maior sensibilidade para o olho humano correspondem aproximadamente ao verde, ao vermelho e ao azul. A cor verde provoca maior sensibilidade ao olho humano do que o vermelho. A cor azul é a de menor sensibilidade entre as três.
A maior parter das luzes que enxergamos são resultados da interação da energia eletromagnética emitida por uma fonte (Sol, lâmpada) com corpos presentes no ambiente. Dessa interação resulta os fenômenos óticos, como: reflexão, refração, difusão e absorção. A maioria das luzes que enxergamos é o resultado dessas interações.
Ícone iDevice Como funciona a Visão Humana
No olho humano, as cores são percebidas como misturas de três cores (de luzes) básicas: VERMELHO, VERDE e AZUL. Isto é, na visão humana as demais cores são percebidas como se fossem uma mistura dessas três cores.
Essas misturas podem ser modeladas e expressadas como combinações lineares, isto é, cada nova cor é expressa como uma soma ponderada das cores básicas.
Do ponto de vista do processamento das cores por computadores, essa combinação linear é perfeita, pois, o computador faz esses cálculos rapidamente. O problema é difinir o modelo matemático que permita traduzir uma cor para um valor numérico, o qual dizemos ser o valor da cor. Para isso, são necessário os modelos de cor, que veremos mais adiante neste módulo.
Ícone iDevice Para saber mais - Ótica Geométrica
Fonte: WEBDIDATA.UEM

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Formação dos elementos químicos

Vídeo procura facilitar ensino de Astronomia e Química, deixa de lado os personagens clássicos da física como Aristarco, Galileu Galilei e Isaac Newton para dar lugar a um jovem guitarrista que quer entender como surgiu o ferro que existe no seu sangue e também nas cordas da sua guitarra. Desenvolvido dentro das comemorações do Ano Internacional da Química, o trabalho é uma colaboração entre o IAG e a Universidade Federal do ABC. É Ilustrado por Marlon Tenório.


Fonte: www.educadores.diaadia.pr.gov.br

Princípio da Incerteza - novo estudo


Física & Ciências

24/09/2012

Estudo questiona interpretação clássica do princípio da incerteza

Dentro da física, poucas coisas são mais citadas e menos compreendidas que o princípio da incerteza. Leigos e até cientistas costumam resumir o princípio com a ideia de que qualquer medição das propriedades de átomos ou partículas "bagunça", de certo modo, aquilo que se quer medir, criando uma incerteza intrínseca.
Um novo estudo acaba de mostrar que essa incerteza é menor do que muita gente imaginava.
 
 
DEPOIS DE HEISENBERG
O princípio da incerteza, formulado pelo alemão Werner Heisenberg, em 1927, estabelece um limite intransponível para a quantidade de informação que se pode obter do mundo atômico e subatômico, que é regido pelas leis da mecânica quântica.
Não vale, portanto, para o nosso mundo cotidiano, ao contrário do que muita gente imagina.
Se pensarmos numa praia, por exemplo, podemos não saber o número de grãos de areia que existem, mas poderíamos, em tese, determinar seu valor, que existe independentemente de contagem.
No mundo quântico, isso não ocorre. Os valores das propriedades das partículas só são determinados no momento em que são medidos. "Sequer há sentido em dizer qual é o valor de uma grandeza física antes de a medirmos. Podemos falar de valores medidos, mas não que uma grandeza física possua um valor bem definido antes da medida", explica o físico André Landulfo, da Universidade Federal do ABC.
Comentando o caráter contraintuitivo da maioria dos resultados da física do muito pequeno, o grande físico Richard Feynmam (1918-1988) escreveu: "Posso dizer sem me enganar que ninguém compreende a mecânica quântica".
Um dos modos de apresentar o princípio da incerteza é por meio da formulação original de Heisenberg. No instante em que medimos, por exemplo, a posição de uma partícula, provocamos uma perturbação que afeta a sua velocidade. A perturbação é tanto maior quanto mais exata é a medida da posição.
"Essa interpretação é ainda muito difundida na comunidade científica e ensinada em cursos de física", afirma Landulfo.
Um grupo de físicos da Universidade de Toronto, no Canadá, produziu um experimento de medida com fótons (partículas de luz) que mostrou que o ato de medir introduz menos incerteza no sistema que o estabelecido pelo princípio de Heisenberg.
O experimento buscou medir duas propriedades diferentes e inter-relacionadas de um fóton: seus estados de polarização. De acordo com o princípio de Heisenberg, existiria um limite sobre a certeza com que podemos conhecer ambos os estados.
Os pesquisadores utilizaram uma técnica chamada medição "fraca", insuficiente para causar uma perturbação, mas que permite ter uma ideia vaga da orientação da polarização do fóton.
Primeiro eles mediram "fracamente" a polarização do fóton em um plano. Em seguida, mediram da maneira usual a polarização em outro plano. Por fim, fizeram novamente uma medição usual da primeira polarização para saber o tamanho da perturbação causada pela segunda medição.
O resultado foi que a medição em um plano não perturba a do outro estado. "Eles mostraram que a desigualdade prevista pelo princípio da incerteza, na interpretação incorreta de que a medida de uma quantidade física gera incerteza na outra, não é satisfeita", diz Landulfo.
As implicações do trabalho são principalmente conceituais e educacionais.
"Muitos livros de física ainda trazem, ao lado da explicação correta do princípio da incerteza, sua versão em termos de medições", acrescenta o físico.
Mas extirpar essa explicação talvez não seja tão fácil. O líder do experimento, Aephraim Steinberg, revelou que, mesmo após sua pesquisa, incluiu uma questão sobre como medições criam incerteza em um recente trabalho para seus alunos.
"Só quando eu estava corrigindo os trabalhos percebi que a questão estava errada."
A pesquisa foi publicada na revista científica "Physical Review Letters".

Esta notícia foi publica em 24/09/2012 no Folha de São Paulo. Todas as informações contidas são de responsabilidade do autor.

Fonte: http://www.fisica.seed.pr.gov.br

terça-feira, 31 de julho de 2012

A Astronomia e o ensino de Física na Educação de Jovens e Adultos (EJA) - Projeto de Artigo


INSTITUTO PARANAENSE DE ENSINO – FACULDADE DE TECNOLOGIA AMÉRICA DO SUL
MARINGÁ – PR, 2012

Projeto do Artigo para conclusão do curso de Pós-Graduação em Educação Profissional e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Título: A Astronomia e o ensino de Física na Educação de Jovens e Adultos (EJA)

Pós-Graduando: Adão Reinaldo Farias
Orientadora: Profa. Dda.Cristina Cerezuela Jacobsen

Apresentação
O Homem pré-histórico começou a perceber, através da observação, que alguns eventos apresentavam uma periocidade cíclica observada nos céus, como as fases da lua (somadas é o período aproximadamente de um mês) e as estações do ano (somadas correspondem o período de um ano). Essas observações ajudavam o homem a resolver problemas práticos, garantindo sua subsistência, além de sua própria necessidade de entender a origem humana, enfim a origem do Universo, surgindo uma das mais antigas ciências da natureza, a Astronomia, que hoje estuda os corpos celestes e fenômenos que ocorrem fora da atmosfera da Terra, se ocupando com a evolução, com a Física, com a Química, com os movimentos dos objetos celestes, e com a formação e o desenvolvimento do Universo.
A própria história do homem, da Astronomia e de seus conceitos se entrelaça com a história e os conceitos da Física, que tem como objeto de estudo o Universo, sua evolução, suas transformações e as interações que nele ocorrem. A Física como ciência moderna só foi inaugurada com o advento do telescópio, aperfeiçoado por Galileu Galilei (1564-1642), que o apontou para o céu, implantando o método científico, deixando o Universo de ser um lugar finito e o céu de ser o lugar perfeito, como apregoava a Igreja. Mas apesar dos fatos, não foi possível a Galileu romper com o pensamento medieval de sua época, mas suas ideias se propagaram por toda à Europa e coube ao inglês Isaac Newton (1642-1727), completar o que Galileu e outros não conseguiram, isto é, encontrar as leis que unificavam o céu e a Terra, conseguindo a primeira grande unificação da Física, submetendo céu e terra a mesma lei.

Problematização
A Astronomia e a Física se relacionam por questões históricas e conceituais, vários são os temas que elas se entrelaçam, como por exemplo, a necessidade do homem de compreender a sua origem e a origem do Universo, podendo assim colaborar com o aprendizado na disciplina de Física na Educação de Jovens e Adultos (EJA), pois a Astronomia é parte da cultura humana e estimula a imaginação e apesar da Astronomia e da Física estarem historicamente e conceitualmente ligadas, poucos são os temas de Astronomia presentes nos conteúdos de Física dos livros didáticos e apostilas utilizados na Educação de Jovens e Adultos.

Objetivo Geral
Propor o uso de temas da Astronomia para o ensino de Física na Educação de Jovens e Adultos (EJA), mostrando que vários aspectos dessa ciência estão historicamente relacionados com temas astronômicos.

Objetivos Específicos
  1. Descrever a evolução histórica da Educação de Jovens e Adultos (EJA), da Astronomia e da Física.
  2. Discutir e relacionar temas de Astronomia no ensino da Física na Educação de Jovens e Adultos (EJA), como por exemplo: a observação do céu, a origem e a evolução do Universo, a Cosmologia, a Astrofísica, a Astrobiologia e a Radioastronomia.

Metodologia e Técnica de Pesquisa
Para elaboração do artigo serão feitas pesquisas em livros, dissertações e teses presentes em vários sites : Universidades (USP, UNESP, UFSCAR, UFSC e UFRGS ), Scielo, Wikipedia, sbfisica e cienciamao.

Levantamento Bibliográfico
AGUIAR, Ricardo R. Tópicos de astrofísica e cosmologia: uma aplicação de física moderna e contemporânea no ensino médio. São Paulo, SP, 2010.
ANDREOLLA, Tina. Radioastronomia: Ferramenta de Observação do Universo. São Paulo, SP, 2010.
KANTOR, Carlos A. A Ciência do Céu: Uma proposta para o Ensino Médio. São Paulo, SP, 2001.
MEDEIROS, Luziânia A. L. de. Cosmoeducação: uma abordagem transdisciplinar no ensino de astronomia. Natal, RN, 2006.
LANGHI, Rodolfo. Ensino de astronomia no Brasil: educação formal, informal, não formal e divulgação científica. Bauru, SP, 2010.
IVANISSEVICH, Alicia (Org.). Astronomia Hoje. Rio de Janeiro: Instituto Ciência Hoje, 2010.
CANALLE, João B. G.; MATSUURA, Oscar T. Astronomia. Rio de Janeiro, RJ, 2007.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Explicando o bóson de Higgs


Como explicar o bóson de Higgs para crianças, pais, estudantes e religiosos

04/07/2012 | 20:37 | AGÊNCIA O GLOBO


AFP PHOTO / FABRICE COFFRINI / Ilustração de uma colisão entre partículas promovida pelo acelerador LHC
A descoberta do bóson de Higgs é fundamental para a compreensão do Universo, mas como explicar sua importância para um leigo, uma criança, um tolo? Muito depende do interlocutor e das circunstâncias, claro, mas aqui vão umas dicas que podem tornar a tarefa mais simples.
Para impressionar: "O bóson de Higgs é uma partícula elementar inicialmente proposta em 1962, como um potencial subproduto do mecanismo pelo qual um hipotético e ubíquo campo quântico - chamado campo de Higgs - confere massa a partículas elementares. Mais especificamente, no Modelo Padrão da física de partícula, a existência do bóson de Higgs explica como a separação espontânea das forças eletromagnética e nuclear fraca ocorre na natureza."
Para pais de crianças pequenas, privados de sono: "Se as partes constituintes da matéria fossem as carinhas grudentas dos seus filhos, o campo de Higgs seria como aquela piscina de bolas de plástico coloridas das áreas de recreação infantil dos shoppings. Cada uma das bolas representa um bóson. Coletivamente elas oferecem a resistência suficiente para impedir o seu filho/elétron de cair nas profundezas do Universo - um lugar repleto de tomadas, cacos de vidro e sujeira."
Para quem estuda português: "O bóson de Higgs é como uma pontuação subatômica, com o peso de uma vírgula invisível ou de um ponto e vírgula microscópico. Sem eles, o Universo seria como um amontoado de palavras sem sentido - um pouco parecido com "O Código Da Vinci".
Para adolescentes que começaram a estudar física: "Não, eu sei que não é um átomo. Eu não disse isso. Bem, eu quis dizer uma partícula. Sim, eu sei o que é eletromagnetismo, muito obrigada pela informação - forças unificadas, Einstein, blá, blá, blá, massa, blá, blá, blá, quarks, bóson de Higgs, fim. E isso tudo foi há muito tempo e eu estou cansado. Vai, agora muda o canal porque nós estamos perdendo "Avenida Brasil".
Para uma criança sentada no banco de trás do carro: "É uma partícula pela qual os cientistas vinham procurando. Porque eles sabem que, sem ela, o Universo não seria possível. Porque sem ela, as outras partículas não teriam massa. Porque elas continuariam a viajar na velocidade da luz, como os fótons. Porque eu disse que sim e se você perguntar por que mais uma vez nós não vamos parar no Mac Donald's."
Para um religioso extremado: "O bóson de Higgs não existe."

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Portal de materiais didáticos


Como oportunidade de aperfeiçoamento de professores nas áreas de Humanas, Exatas e Biológicas, Unesp Aberta oferece gratuitamente materiais de cursos de graduação, pós-graduação e extensão

Unesp lança portal de materiais didáticos

15/06/2012
Agência FAPESP – A Universidade Estadual Paulista lançou no dia 14 de junho o Projeto Unesp Aberta, que disponibiliza pela internet disciplinas livres como oportunidade de aperfeiçoamento de professores nas áreas de Humanas, Exatas e Biológicas.
A iniciativa oferece gratuitamente materiais didáticos digitais dos cursos de graduação, pós-graduação e extensão da Unesp elaborados em parceria com o Núcleo de Educação a Distância (NEaD) da universidade.
Entre os materiais disponíveis na Unesp Aberta estão mais de 17 mil itens educacionais, como mapas, imagens, softwares e animações, 300 videoaulas, 300 textos e 138 livros digitais do selo Cultura Acadêmica, além do acervo da Biblioteca Digital – que reúne material pertencente ao sistema de bibliotecas da Unesp e de seus centros de documentação.
O acervo contempla ainda o material dos cursos da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp) e da Universidade Aberta do Brasil (UAB) e de cursos presenciais da Unesp que também utilizam as tecnologias digitais.
As disciplinas livres disponibilizadas integram a Rede São Paulo de Formação Docente (RedeFor), convênio da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo com Unesp, Universidade de São Paulo e Universidade Estadual de Campinas para dar cursos de pós-graduação a professores da rede pública do Estado.
O projeto da Unesp prevê as inclusões de versões em inglês e espanhol, bem como a incorporação de recursos de acessibilidade, como Libras e audiodescrição. O acesso ao material não dá direito a qualquer tipo de certificação de conclusão ou apoio educacional.
O lançamento do projeto também marcou a inauguração do auditório do NEaD, que conta com 150 lugares, além de uma sala de reunião e de salas de aulas.
Unesp Aberta: www.unesp.br/unespaberta

obrigado pela visita

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